Gerenciamento

Gerenciamento das obras, reforma, ampliação e requalificação do Complexo de Abastecimento Cantareira, formado pelo Mercado Central Paulistano e Mercado Kinjo Yamato.


O projeto original do Mercado Municipal Paulistano é de autoria do conceituado escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo com a colaboração do arquiteto Felisberto Ranzini e demorou quatro anos para ser concluído. O resultado deste trabalho possibilitou a construção de um imponente prédio de 13.600,00 m² sobre um terreno de 22.164,89 m², com um requintado acabamento, coleção de belos vitrais e uma excelente solução de iluminação natural, graças ao uso de clarabóias e telhas de vidro. Em 02 de setembro de 2004, o Mercado Municipal da Rua Cantareira e suas construções anexas foram tombadas como bem cultural de interesse histórico arquitetônico, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado - CONDEPHAAT através da Resolução SC-43, de 2-9-2004.
Os serviços de reforma, ampliação e requalificação ampliaram a área construída do Mercado para 20 mil metros quadrados e o edifício hoje é formado pelo conjunto de áreas necessárias para recebimento, manuseio, exposição e vendas dos produtos hortifrutigranjeiros. O salão de vendas possui pé-direito de 17 metros e sua cobertura, com telhado sobreposto nas cumeeiras clarabóias, é constituída por nove naves de concreto armado que permitem a iluminação através de lanternins corridos. A antiga sala de leilões, hoje salão de eventos, é um amplo salão com sistema de iluminação natural por lanternim, idêntico ao sistema do Salão de Vendas. O salão possui um andar intermediário constituído por um mezanino em concreto armado engastado em suas paredes a 5 metros de altura, que é circundado por um guarda corpo metálico. O subsolo, com área total de 1.148,10 metros quadrados, está localizado sob a doca de carga e descarga e foi construído para abrigar os novos espaços imprescindíveis ao atual funcionamento do Mercado, e necessários para atendimento da legislação vigente, tais como: vestiário para funcionários; refeitório para funcionários; sanitários públicos incluindo sanitários para pessoas portadoras de deficiência; enfermaria; fraldário; escritório de agrobusiness e informática; posto de segurança; armários para funcionários; cabine de transformação; área para equipamentos; casa de máquinas; local para bombas e shafts.
O grande desafio conquistado por todos os profissionais e empresas envolvidos com a reforma, ampliação e requalificação do Mercado foi realizar todos os serviços e obras com o Mercado em pleno funcionamento, sem interrupção das atividades normais, inclusive nos períodos de picos de venda, tais como Natal e Semana Santa, ou finais de semana, onde mais de 1.000 pessoas entre permissionários e empregados, dos seus 316 boxes, atendem a cerca de 20.000 fregueses que, a cada dia, levam mais de 350 toneladas de alimentos desse sexagenário prédio municipal, através de cerca de 7.100 m² de área de comercialização.
Para a realização dos trabalhos foram necessárias operações de sinalização do tráfego do entorno do mercado, sendo os trabalhos executados em conjunto com os órgãos municipais de trânsito tais como CET - Companhia de Engenharia de Trânsito e DSV - Departamento de Operações do Sistema Viário. Também foi necessária, para a realização dos trabalhos, a interface com as concessionárias de serviços públicos, tais como Comgás, Eletropaulo e Sabesp para o remanejamento de interferências como redes de iluminação pública, postes de iluminação, entradas de energia e remanejamento de rede de esgoto.

Cliente: SEMAB
Local: São Paulo, SP
Data: 2003-2004

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